Por um tempo bastante considerável — antes da Geração Z se tornar o foco de atenção das marcas —, a cara do consumo era a dos Millennials. Os adultos nascidos entre os anos 1980 e 1994 deixavam bem claras suas intenções de compras e, mais do que isso, se caracterizavam por um consumo que acompanhou as mudanças tecnológicas dos últimos anos.

Os mais novos adultos, muito reconhecidos como “consumistas”, aproveitaram as ondas da loja física e digital como perfeitos surfistas. E diferente de seus antecessores, eles chegaram ao mercado de consumo mais adaptados: passaram pelas mudanças drásticas do varejo e, por serem conectados às novas tecnologias, acompanharam as novidades do mercado.

Construir uma experiência para os Millennials tende a ser uma tarefa mais simples do que a construção da jornada de consumo para o público que o sucedeu, a Geração Z. Isso porque esse consumidor tende a ser menos exigente e mais fácil de se encantar que os demais. Confira os detalhes:

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Características dos Millennials

Muitas vezes público alvo de diversas empresas mundo afora, os adultos da Geração Y, os Millennials, são aqueles que, hoje, têm entre 40 e 28 anos. Com caráter adaptável, esses consumidores são muito convencidos a consumir pela experiência, e costumam até pagar mais caro quando experimentam algo de seu agrado.

Muito atentos a evolução da tecnologia, essa geração é ligada na praticidade. Por ter passado pelo início da internet, eles enxergam no avanço desse canal digital uma salvação a seus problemas cotidianos. Não abrem mão da boa comunicação online e são ligados no atendimento via WhatsApp — eles são ferrenhos defensores dos aplicativos de mensagem, posto que passaram pelo ICQ, SMS, MSN e outros.

O storytelling é um dos melhores amigos dessa geração: eles gostam de boas narrativas e trabalham bastante a imaginação otimista. São apreciadores de boas fotos, viagens tranquilas e refeições em restaurantes recomendados por influenciadores e amigos. Não à toa, estão muito presentes no Instagram e no Pinterest, redes sociais baseadas em vídeos e imagens, conforme aponta uma pesquisa realizada pela KPMG.

Parecidos com a Geração Z, esse público é muito focado em inclusão e igualdade social, uma vez que vivenciou a desigualdade na pele. São hoje pais que trabalham uma educação menos punitivista e mais acolhedor e, defendem as minorias com unhas e dentes.

Outro ponto é que, por terem uma idade mais voltada para a faixa dos 30 anos, esse público tem, em geral, um maior poder aquisitivo. E está mais que disposto a pagar mais caro por praticidade e conforto.

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Montando uma experiência de consumo para os Millennials

Um ponto importante a ser destacado é que essa geração é muito voltada ao consumo híbrido. Evidentemente, são fãs e defensores do e-commerce — em especial pelo caráter mais prático —, mas como vivenciaram a maior parte da vida em lojas físicas, é comum que os Millennials optem por jornadas phygital.

Outro ponto importante é que essa geração abomina o telefone. Um estudo da BankMyCell mostra que 75% dos millennials evitam ligações telefônicas. Assim, os canais digitais de atendimento são mais interessantes para essas pessoas.

Quando se sentem acolhidos, respeitados e ouvidos pelas marcas, esse público também tende a ter sua percepção sobre a experiência alterada: podem ficar surpresos com pequenos gestos quando sentem que estão “saindo no lucro”. Cupons de desconto e brindes são fortes atrativos para essa geração.

Experiências físicas e sensoriais também se saem bem com essa faixa etária. Usar espaços “instagramáveis” e visualmente bem construídos é uma maneira de atraí-los e torná-los micro-influenciadores da marca — uma vez que, quando incentivados, tendem a recomendar a empresa para amigos e familiares.

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Comunicação constante e esforços para manter o relacionamento com o cliente são essenciais para os Millennials. O caminho mais fácil de encontrá-los é por meio das redes sociais — e o Instagram e Pinterest são campeões quando o assunto é engajamento.


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