Ser uma empresa se tornar data driven é, na maior parte das vezes, o objetivo que toda marca busca durante seu planejamento estratégico. Afinal, é pelo cliente — sua força motriz — que as engrenagens da empresa giram; e se esse cliente não está satisfeito, se suas expectativas não são atendidas ou se o que ele procura não condiz mais com o que a empresa se propõe, todo o sistema pode ruir.

A maneira de acertar, dessa forma, só é possível mediante a profunda compreensão do consumidor em seu comportamento, suas preferências e anseios. E, na era digital de hoje, o meio para conquistar essa informação vem por meio dos dados.

O Avesso do CX: saiba como montar cada passo da jornada de maneira estratégica

É verdade, no entanto, que para melhor entender e atender o cliente é preciso analisar o perfil de consumo do público alvo. E engana-se quem pensa que basta coletar informações como idade e histórico de consumo; isso não classifica uma ação ou um perfil data driven.

É necessário um conhecimento estratégico para compreender que, mais do que saber o perfil do consumidor, ser data driven também é ter em mente que as mudanças são cíclicas — e que as empresas podem acompanhá-la.

Mas afinal, o que é ser data driven?

Eis uma breve explicação, para ficar fácil de entender: uma empresa data driven é aquela em que todas as decisões tomadas são baseadas em diversos dados coletados de seus clientes. E isso acontece em todos os âmbitos mesmo, posto que há uma análise cíclica que direciona o planejamento estratégico para abarcar determinada faixa do espectro de clientes disponíveis no mercado.

Em outras palavras, o data driven é uma metodologia de organização empresarial e de análise de dados para aprofundar o conhecimento não só do público alvo como do próprio negócio.

Sendo assim, modificar a forma como são analisados esses dados pode abrir novos horizontes de oportunidades mercadológicas e conhecimento mais aprofundados de gargalos e deficiências internos da empresa que, quando sanados, podem melhorar a experiência do cliente. E isso ocorre por meio da personalização.

Em resumo, empresas que querem se inserir no formato data driven devem possuir ou desenvolver ferramentas de coleta cruzada de dados dos clientes das mais diversas fontes. Uma vez coletados, compilados e analisados, a equipe de customer experience tem em mãos um panorama amplo e detalhado da situação do mercado, seja nacional ou internacional, e dos seus clientes.

Só então podem ser tomadas decisões que, convenhamos, serão bem mais assertivas.

Leia mais: Personalização e sustentabilidade: uma combinação que não dá match

Data driven puxa a personalização de toda a jornada de consumo

Uma das formas mais fáceis de conseguir dados precisos dos clientes é fazer com que eles próprios os entreguem de bom grado.

E, ainda que pareça impossível, há uma saída bem simples: dar a opção de personalização do produto ou serviço faz com o cliente mostre para a empresa exatamente o que ele quer e da forma como quer.

Assine nossa newsletter e receba nossos conteúdos sobre o Mundo do CX

Ou seja, isso dá ao cliente um sentimento de valorização e pertencimento à marca e, ao mesmo tempo, entrega os preciosos dados em uma bandeja de prata para a empresa coletar e analisar. Assim, a jornada fica cada vez mais fluida, exclusiva, satisfatória e personalizada.


+ Notícias

Neurociência: a experiência baseada no comportamento do consumidor

Vai que é sua, CX! Afinal, de quem é a bola da Experiência do Cliente?