Trabalhar a experiência do cliente (CX) em muitos segmentos pode ser um grande desafio. E, embora a estratégia de CX muitas vezes esteja relacionada ao varejo, há outras áreas que também exigem uma boa jornada, como, por exemplo, a formação universitária.

A formação de um profissional da saúde tem tudo a ver com a experiência fornecida pelo curso. E os investimentos em prol da jornada do aluno podem ser diversos, bem como suas consequências. Dentro da medicina, há uma série de componentes que trabalham, literalmente, com a vida dos clientes em mãos, e uma experiência ruim pode ser devastadora. Estima-se que, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofrem pelo menos um efeito colateral causado por negligência ou imprudência durante o tratamento médico, o que resulta em aproximadamente 55 mil mortes por ano no país, segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais (IESS-UFMG).

Embora não seja possível afirmar que toda negligência médica é decorrente de uma falta de conteúdo de formação, já se sabe que promover uma experiência boa para o aluno da área com a profissão pode ser eficiente para reduzir essa estatística. Um bom exemplo é a ação da MedRoom, edtech criada em 2016, que trabalha com modelagem 3D nas universidades para evitar erros médicos.

“A nossa intenção é que os alunos dos cursos de saúde possam ter a melhor experiência de ensino para iniciarem suas carreiras muito mais preparados para a realidade. Sabemos que, se um aluno de medicina não escolhe a competência cirúrgica, dificilmente verá um coração real batendo ao longo de sua carreira como médico. Por isso, criamos uma solução realista e imersiva, para que os futuros profissionais tenham a melhor formação possível, independentemente da especialidade que escolherem”, contextualiza o CEO e cofundador da edtech, Vinícius Gusmão.

Um investimento na experiência que salva vidas


Esse investimento na experiência do aluno, para além de mudar a relação como o estudante enxerga seu vínculo com a universidade, também pode mudar a relação com a própria profissão. Afinal, investir em maneiras para tornar o futuro profissional mais experiente acarreta, mais para frente, em uma jornada de um paciente mais satisfatória também.

Desde a sua fundação, a MedRoom vem conquistando centros educacionais com seu laboratório de anatomia humana em realidade virtual, o Atrium, um investimento pensado especificamente na experiência dos alunos. “Neste ambiente digital, unimos o conteúdo dos livros com a didática e experiência dos professores para serem potencializados pela nossa ferramenta, com o objetivo de uma educação mais imersiva”, complementa o CTO e cofundador Sandro Nhaia.

Segundo o CEO, a modelagem 3D e a imersão virtual ajudam ainda na retenção do aprendizado e proporcionam uma experiência mais profunda com a instituição de ensino, assim como com a profissão. “Do ponto de vista didático, os benefícios observados ao se trabalhar com realidade virtual na educação são a otimização da curva de aprendizado e a maior retenção do conhecimento. Ou seja, o aluno aprende mais rápido e lembra por mais tempo deste conteúdo”, explica Gusmão.

Ao todo, mais de 30 instituições de ensino superior já utilizam a solução em seus cursos de saúde, como Faculdade de Medicina Albert Einstein, Faculdade Pernambucana de Saúde, Faminas, Unifaminas, Unifesp e CEUMA.

“Para as universidades, levamos também uma otimização de custos ao se considerar a estrutura necessária para o laboratório de anatomia tradicional, como materiais de uso recorrente e pessoal. É uma ferramenta virtual que auxilia todas as pontas do processo, desde os centros educacionais até os futuros pacientes, que serão tratados por médicos ainda mais bem preparados”, finaliza o CEO.


+ Notícias

Experiência digital humanizada: o que aprendemos com o sucesso da Dasa na pandemia

Customer experience vai além do suporte