Sem dúvidas, você já imaginou, ao menos uma vez, como seria viver no metaverso como um espaço de lazer, compras e diversão. Mas será que você já pensou que a vida tende a ser tão transportada para esse novo universo digital que até mesmo o escritório de trabalho vai passar a operar dentro dele? E haverá, portanto, toda uma estrutura voltada para employee experience (EX)?

A verdade é que não há muito espaço para imaginar: algumas das grandes agências estão caminhando para o metaverso, como uma forma de engajar os funcionários e incentivar os clientes a fazerem o mesmo movimento. É o caso Accenture, Havas, WPP, Media.Monks, R/GA e Wunderman Thompson, que trazem esforços para trazer uma experiência aos funcionários mais presente, mesmo em regime de home-office.

A princípio, o objetivo principal é migrar para as plataformas já conhecidas, como o AltspaceVR, da Microsoft e Sandbox. Em uma tentativa de se aproximar do metaverso e testar o uso da realidade aumentada, há agências que também estão migrando para o Roblox e outros games.

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EX: Como funcionaria um trabalho no metaverso?

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Foto: Accenture’s Office

Embora as agências se preparem para esse universo, é importante lembrar que o metaverso é mais complexo do que apenas criar espaços em videogames. Mas tudo indica que esse “flerte” com a realidade virtual trará bons frutos no futuro.

A Accenture, por exemplo, começou a explorar ações voltadas para esse tipo de interação em 2020, por meio do AltspaceVR, da Microsoft. Desde então, as ações de recepção de funcionários e reuniões são feitas por lá e todos os colaboradores interagem por meio da plataforma.

Já a Media.Monks tem desenvolvido várias réplicas de seu escritório em Nova York nos jogos, a começar pelo Minecraft. Além disso, a empresa já realizou reuniões no Grand Theft Auto (GTA) e também no Animal Crossing, videogames famosos que usam a avatarização como principal atração para reunir colaboradores e proporcionar uma experiência nova.

No entanto, imaginar um ambiente de trabalho no metaverso é um pouco diferente do que apenas encontrar um espaço em videogames para reuniões e recepções. A estimativa, conforme apontam a maior parte dos estudos, é que o trabalho dentro do metaverso seja muito semelhante ao presencial, porém com uso de avatares — e movimentando uma economia que também funcione bem lá dentro.

Isso não significa, contudo, que os colaboradores receberão o salário em NFTs, tá? Mas é provável que, em um futuro próximo, seja até mais vantajoso receber em criptomoedas — a moeda de troca do metaverso — e realizar, em linhas gerais, todas as transações financeiras por um meio híbrido, tanto digital quanto físico.

Leia mais: Metaverso: um mundo virtual para negócios e experiências 

Imersão no mundo 3D em um escritório mais tecnológico e repleto de experiências

A ideia aqui, a bem da verdade, é montar um escritório no metaverso que seja — ao menos para o colaborador — uma evolução do home-office. Afinal, por meio da imersão no 3D e com o uso dos óculos de realidade virtual, a tendência é que a experiência do metaverso seja muito semelhante ao escritório físico.

Mas a ideia é que os sistemas fiquem mais… integrados. Inclusive financeiramente, um cenário digital a parte para conviver de forma semelhante a como fazemos no mundo real. Até lá, entretanto, é necessária muita tecnologia e recursos para que a migração ocorra sem muitos problemas.

Vale destacar que os escritórios não só ficarão inseridos no metaverso, mas também terão novos colaboradores de tecnologia para mantê-lo em funcionamento. Ou seja, é de se esperar que hajam novas profissões nesse futuro digital que nos aguarda.

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