Com o crescimento e fortalecimento dos bancos digitais no País nos últimos anos, temos também acompanhado uma migração total ou parcial de muitos clientes pessoa jurídica para estas novas instituições. Seja buscando melhores condições, oferta de diferentes produtos ou uma experiência bancária diferenciada, o fato é que este movimento se acelerou ainda mais com o cenário de pandemia.

Uma pesquisa realizada pelo BS2 entre os meses de junho e julho de 2021, que ouviu mais de 400 líderes de empresas de pequeno e médio porte de todo o País, apontou que mais de dois terços (70%) das empresas que hoje possuem conta em bancos digitais fizeram esse movimento nos últimos três anos.

Mas o movimento não deve ser uma moda temporária. Atualmente, olhando para o dia a dia do empreendedor, é fundamental entender que o tempo é o seu maior ativo, seja ele iniciante ou já estabelecido – e não é diferente quando se trata da rotina financeira. As PMEs, em geral, operam com equipes menores, nas quais as mesmas pessoas têm diversas funções, atuando na parte administrativa e também no funcionamento da operação. É aí que uma boa oferta bancária faz a diferença: gastando menos tempo na administração da rotina financeira da empresa, sobra mais tempo para se dedicar ao negócio em si.

Por isso, é importante que o banco se adapte às necessidades da empresa e não o contrário, desde a abertura da conta de maneira fácil e sem muita burocracia, até a personalização das soluções para que atendam as principais dores e demandas do dia a dia da companhia. Além disso, a oferta de uma jornada completa, onde o cliente tenha acesso a produtos personalizados para seu perfil e serviços que atendam todas as suas necessidades em um só lugar (conta corrente, crédito, meios de pagamento, soluções de câmbio etc), também contribui para simplificar processos e tornar o banco um parceiro no crescimento e desenvolvimento do negócio.

Outro aspecto inerente ao modelo digital, o conceito de autosserviço, que oferece a possibilidade de o cliente ter autonomia para realizar diversas tarefas diretamente no aplicativo ou site da instituição, também otimiza a rotina bancária. Se no modelo tradicional o gerente era o principal e, muitas vezes, único ponto de contato da empresa dentro do banco, nos bancos digitais isso já funciona de maneira diferente e simplificada.

O investimento em inovação e a integração de sistemas por meio de APIs também estão levando a relação entre empresa e banco a um novo patamar. Enquanto isso, tecnologias como inteligência artificial e o Open Banking permitem a criação de novos modelos de negócio e uma customização ainda maior dos serviços com base em dados e padrões de atividade de cada cliente (sempre com consentimento do mesmo e respeitando a privacidade de suas informações).

As instituições bancárias estão cada vez mais buscando oferecer para as empresas um atendimento rápido, simples e personalizado, com o intuito de promover uma experiência de sucesso do cliente com o banco. Os bancos digitais, no entanto, já possuem em seu DNA alguns dos principais atributos para a construção dessa experiência, como inovação, autonomia, agilidade e flexibilidade para personalização. Porém, é fundamental manter o cliente como ponto central da atuação e garantir uma boa usabilidade em qualquer que seja o seu canal de relacionamento, além de um atendimento eficiente e humanizado, a fim de que sua jornada seja positiva e que o banco se torne um aliado para o funcionamento e desenvolvimento da companhia.

*Breno Guelman é executivo do Banco BS2.


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