O maior app do Nordeste quer dominar o Brasil, ou, por enquanto, parte dele. Com planos de crescimento que visam disputar o mercado nas cidades do interior ao lado do iFood, Rappi e Uber Eats, o Quero Delivery aposta na jornada de fidelização de clientes e em sua plataforma de logística otimizada para atender as regiões atendidas e oferta de empréstimos como diferenciais para expandir.

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Lançado em 2018 pelos sergipanos Miguel Neto e Danilo Souza, a startup atua em 180 cidades de 14 Estados (AL, BA, CE, GO, MA, PB, PA, PE, PI, PR, RN, SE e RS). Em São Paulo, o app ainda não tem planos para aterrissar na capital, mas já marca presença em algumas cidades como Itanhaém, Mococa, Leme, Pirassununga, Guaratinguetá, Itapevi, Louveira, Vinhedo, Lorena e Salto de Pirapora.

Com a expansão, a marca mira fincar raízes em mais cidades do Brasil e, tem ao seu lado a parceria do marketplace com as PMEs, a atuação em empréstimos e a logística diferencial.

Mais que um delivery de entrega

Seguindo o lema: “aproveite a vida, o resto entrego pra você”, a Quero Delivery nasce com um DNA regional e forte veia colaborativa. Com o propósito de movimentar negócios a partir do poder de transformação, com a solução para as mais diversas realidades enfrentadas pelos micros e pequenos empreendedores no País. A startup é mais que um aplicativo de entrega.

“Vamos além de um simples app de entrega, apesar de sermos considerado o maior app do Nordeste. A Quero trabalha em duas frentes: com o marketplace, ou seja, faz a intermediação do negócio do parceiro por meio da plataforma. E, para isso, a empresa usa toda a estrutura tecnológica da Quero para vender”, conta Miguel Neto, sócio-fundador da empresa. “Porém a entrega é feita por eles, a responsabilidade da entrega para o consumidor, é deles, por quem opta essa modalidade”, completa.

Além disso, a outra frente trabalhada é a full service. “O cliente também usa a plataforma para concentrar os pedidos. Nesse tipo de entrega, a Quero fica responsabilizada e os entregadores são nossos. No primeiro caso, a vantagem para a empresa é que ela não precisa ter uma estrutura robusta e tecnológica para vender. No segundo caso, ela não precisa terceirizar serviços de entrega/delivery”, explica.

Sobre a veia colaborativa, Neto explica ainda a importância de fomentar parcerias independente do tamanho dos contribuintes, e pontua, também, alguns dos principais empecilhos encontrados para isso. Entre eles: a falta de capital para fluxo de caixa, dificuldade de acesso a serviços financeiros ou mesmo gestão e divulgação do negócio. Além disso, gerar demanda tanto para os estabelecimentos quanto para os entregadores. “Sempre valorizamos e contribuímos para o crescimento de estabelecimentos locais”, diz o fundador e CEO da Quero Delivery. “Em média, (os estabelecimentos) aumentam em até cinco vezes mais o faturamento após o uso do app, e em alguns casos, chega em até 70% o incremento em volume de vendas”.

BTG e novos hábitos de consumo: grandes aliados

Encontrando os seus melhores resultados de vendas em meio à pandemia – em 2020, foram mais de 1,2 milhão de pedidos/mês, um crescimento na ordem de 400% na receita e faturamento de R$ 13 milhões, a digitalização e a mudança dos hábitos de consumo são alguns um dos ingredientes dessa expansão. “ Temos um grande aliado a nosso favor, que é a mudança de comportamento e hábitos de consumo por meio de plataformas digitais e, que sem dúvida alguma, favoreceram ainda mais esse modelo, porém, entregamos muito mais que uma solução de delivery”, diz.

“Vivemos a digitalização desde o dia 0, não é uma iniciativa apartada aqui dentro da Quero, procuramos sempre pensar de forma otimizada e na escala do processo, mesmo que tenhamos que começar manualmente”, explica Neto. “Isso está inserido na nossa cultura. Inovação para gente está à frente da necessidade dos usuários e parceiros, para isso estamos muito próximos deles sempre escutando feedback, antecipando problemas para resolução imediata, para estarmos prontos antes que a necessidade apareça. Desta forma, conseguimos fazer um produto que oferece a melhor experiência possível”.

Além disso, a parceria com o BTG+ business, que funciona como um ótimo facilitador para obter empréstimos, tem sido outro ponto positivo para o histórico da empresa. “Em 2020, firmamos acordo com o BTG+ business, plataforma digital de soluções para pequenas e médias empresas (PMEs) do BTG Pactual, para oferecer empréstimos aos pequenos negócios parceiros do aplicativo, com juros que variam conforme o empreendimento, valor contratado e prazo escolhido. Desde o início da pandemia, a linha de crédito já disponibilizou cerca de R$ 2 milhões. As condições de crédito oferecem carência e taxas reduzidas. O app não cobra taxa por oferecer este serviço, porém as taxas aplicadas pelo banco dependem muito do negócio, tamanho, modelo, segmento, é avaliado caso a caso”, explica o fundador do aplicativo.

Na outra ponta, o cliente é beneficiado com valores acessíveis e ofertas sem precisar de cupom. Já são mais de 20 modalidades, dentre elas, farmácias, livrarias, petshops, bares e restaurantes, hortifrutis, açougues, cosméticos, lojas de roupa, empórios, gás e água, e outras. “Focamos em ações promocionais com descontos atrativos para os nossos usuários. Isso chama bastante atenção e fideliza nossa base”, finaliza.


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