A crescente ascensão do e-commerce tem um influenciador eficiente: a modernização tecnológica. Afinal, desde o início da pandemia, momento em que a loja online apresentou um grande salto, foram as evoluções tecnológicas que o tornaram mais cômodo, prático, admirável e, mais que tudo, convincente — a ver pelo consumo baseado em realidade aumentada, inteligência artificial, metaverso, live commerce entre outros.

Em específico para a realidade virtual aumentada (RVA), o e-commerce sentiu um grande avanço em comparação a um dos pontos principais de preferência pela loja física: a parte “palpável”, para testar e experimentar um produto dentro de uma realidade para o consumidor.

E a aceitação do público foi ainda melhor: um estudo da Statista revelou que, em 2020, 61% dos entrevistados já haviam utilizado a RVA na hora de realizar uma compra e inclusive preferiam comprar em lojas que oferecessem essa tecnologia. O motivo? 63% deles afirmavam que o recurso melhorava a experiência de consumo.

Baixe grátis o e-book Mapa do CX Brasil 2022 – o mais completo estudo sobre o CX brasileiro

Vantagens da realidade aumentada para o e-commerce

Ter o real em formato digital foi um ponto imprescindível para a ascensão da loja online como canal de compras fixo. E a adesão a essa tecnologia mostra, cada vez mais, o quanto a realidade aumentada pode contribuir para o e-commerce.

Isso porque esse canal precisava encontrar uma maneira de manter seu caráter prático e cômodo, mas, ao mesmo tempo, tinha uma crescente necessidade de trazer mais confiança ao comprador, promovendo a testagem do produto comercializado no conforto do lar. A realidade aumentada foi o caminho para essa conquista.

E o que mais impressiona são suas várias possibilidades de aplicação. Seja para escolha de uma tinta de cabelo, cor de esmalte, compra de um móvel, de tinta para a parede, uma roupa ou acessório e até mesmo um eletrodoméstico: os limites da realidade foram literalmente “balançados” com a RVA.

Trazer essa dimensão do que é real mas, ainda assim, não pode ser palpável também satisfaz um desejo do consumidor de modernidade no atendimento, de evolução tecnológica surpreendente. Talvez seja por isso, também, que a aceitação da RVA no e-commerce tenha sido tão positiva.

Leia mais: Customer experience: filtros de realidade aumentada ganham espaço na jornada do cliente

A realidade aumentada e os dispositivos móveis

Outra vantagem indiscutível do uso de realidade virtual aumentada no e-commerce é a possibilidade de usar essa tecnologia em dispositivos móveis — tablets, smartphones e notebooks —, que são o principal canal de compra do consumidor.

O estudo “The 2022 Global Digital Shopping Playbook“, realizado pela Cybersource, da Visa, em colaboração com a PYMNTS.com, mostra que, em 2021, 52% dos usuários do e-commerce realizavam suas compras por meio de um smartphone. E no Brasil, apontou a pesquisa, esse consumo é ainda mais expressivo, posto que 24% deles usaram o celular para comparar preços em tempo real.

Se o meio de acesso à loja é, dessa forma, preferencial a esse aparelho, nada mais justo que as tecnologias usadas para a experiência do cliente e o encantamento do consumidor migrem para lá — e a realidade virtual aumentada teve muito sucesso dentro dos sistemas operacionais iOS e Android, a ver pela alta dos filtros em redes sociais.

Em resumo, se o meio de acesso e o canal trabalham em conjunto, o resultado tende a ser positivo. E assim tem sido com a realidade aumentada: os consumidores já demonstraram que a preferem e que a presença dela melhora a experiência do cliente. Cabe agora o setor evoluí-la ainda mais de maneira a torná-la ainda mais viável para todos os canais digitais de venda.

Assine nossa newsletter e receba nossos conteúdos sobre o Mundo do CX


+ Notícias:

CX é promover engajamento em tempo real

Experiência phygital: por que construir uma jornada híbrida?